
A publicidade é próspera em mensagens subliminares de cunho sexual, inseridas nas peças de propaganda para vender mais. A Coca-Cola, por exemplo, teve de recolher milhares de cartazes do refrigerante na Austrália, em 1995, depois que se descobriu que num cubo de gelo da ilustração havia um desenho que remetia a um ato de sexo oral. Já num cartaz da bebida Gilbby´s Gin, pode-se ver no copo a palavra sex (“sexo”).

Como berço da experiência de Vicary, o cinema também é muito visado. De brincadeira ou propositalmente, profissionais escondem imagens a cada 24 quadros, que, a cada segundo, é o mínimo que o olho humano precisa para registrar movimentos. Um exemplo clássico foi a descoberta, em 1999, da imagem de uma mulher nua em dois fotogramas do longa de animação ”Bernardo e Bianca”, da Disney. Foi a primeira vez na história que a empresa reconheceu haver mensagens subliminares em seus filmes e ordenou a retirada de 3,4 milhões de fitas de locadoras

O tipo de mensagem subliminar mais comum no cinema é a inserção disfarçada da palavra sex (’’sexo”, em inglês) em takes de filmes, sendo a maioria de animação. Os estúdios juram que é impressão do público. Em ”Monstros S.A.”, na cena em que os protagonistas estão na caverna do Abominável Homem das Neves, tem-se a sensação de se ver a palavra nas formações de gelo que saem do teto. Já em ”O Rei Leão”, a palavra se forma claramente na poeira que o felino Simba levanta à beira de um precipício. E no filme ”Navio Fantasma”, aos 27 minutos e 11 segundos, a fumaça do cigarro de uma personagem também parece formar “Sex”.
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